Sobre Nós
Um dos estímulos do atual projeto de “Regionalismos Alternativos” tem sido o Fórum Social Mundial. Entre outras tantas alternativas pró-ativas à atual 'economia única globalizada', o regionalismo começou a ser considerado como uma alternativa ao efeito homogeneizador da arrasadora globalização capitalista excluinte, que se impõe em todas as partes através das políticas e instituições neoliberais. Os processos do FSM também fortaleceram a consciência de que, para desenvolver alternativas à globalização capitalista, é fundamental fortalecer o diálogo Sul-Sul entre os povos, além de um diálogo similar Norte-Sul.
Por trás destes desafios está o entendimento de que precisamos levar mais longe nossa análise, intercâmbios e propostas alternativas, gerando tanto debates públicos, como lobby e campanhas políticas. Ao mesmo tempo, somos conscientes da importância de nossas identidades e culturas, de nossa diversidade como povos, e da diversidade do meio ambiente que habitamos, e quão importante são estas coisas para a criação de modelos de desenvolvimento (de baixo) participativos, igualitários, incluintes e sustentáveis.
Levando em conta que as políticas e instituição neoliberais dominantes estão em crise, os movimentos sociais populares e todas as organizações da sociedade civil precisam adquirir os meios para agir de forma autônoma e influir de maneira decisiva nas alternativas que surgirão. Esse é o principal objetivo deste projeto: nutrir um movimento de idéias e ações sobre regionalismo desenvolvimentista focado nos direitos humanos e na justiça social, baseado na participação e sustentabilidade dos povos.
O Diálogo dos Povos da África-América Latina. O diálogo entre os movimentos e as organizações dentro e entre as regiões vai abranger vários tipos de tividades interrelacionadas. Será comum a todas elas o compromisso com os seguintes princípios fundamentais:
- A participação democrática dos cidadãos, referente a diversidade e solidariedade entre os povos
- O papel central dos direitos e dos direitos humanos dos povos, o direito à igualdade de gênero e a inclusão para todos, a segurança humana
- Sustentabilidade ambiental e econômica e justiça social
No entanto, todo o projeto é pensado em forma de um diálogo de redes em diversos setores e de diversas formas, que estende-se para fora na medida em que mais atores vão se somando e participam do diálogo.
O Diálogo dos Povos está principalmente comprometido a produzir uma mudança, a fortalecer a perspectiva dos povos na definição de modelos de desenvolvimento alternativos com igualdade e sustentabilidade. Com este fim, todo o processo de diálogo exige um interesse constante em intervir no debate público defendendo e fazendo lobby dirigido às organizações e governos, especialmente em negociações intra e inter regionais e naquelas dirigidas por organismos multilaterais.
A primeira Conferência de Trabalho do Diálogo dos Povos foi realizada em Johannesburgo, em setembro de 2004. Está sendo preparada uma segunda Conferência na Ásia, em 2005, para incluir os movimentos e redes asiáticos.
Grupo de referência: Diálogo dos Povos África-América Latina
Participantes: Diálogo dos Povos África-América Latina, Johannesburgo, setembro de 2004
Sócios que facilitaram o Diálogo dos Pueblos: Alternative Information & Development Center -AIDC (África do Sul), Focus on the Global South (Índia/Tailândia), Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Económicas -IBASE (Brasil) Transnational Institute-TNI (Holanda).
Site do Diálogo dos Povos: O site está desenvolvido como um projeto comúm para facilitar o Diálogo dos Povos, e manutenção está a cargo de IBASE (Brasil), REDES (Uruguai), Transnational Institute (Holanda).
